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“Defendo direito do criminoso”, diz Dr. Jorge Fayad Nazário (sócio fundador da JFN) de suspeito de estelionato contra idoso

Um dos suspeito de cometer crime de estelionato e aplicar um golpe milionário em um idoso com a saúde debilitada, em Curitiba, conseguiu habeas corpus. O advogado de Oséias de Jesus Batista revelou nesta sexta-feira (22), que o suspeito não pode permanecer preso somente com base no inquérito policial que “não tem muita coisa é mais prova oral, testemunhal, não existe nenhuma informação apontando crime algum”.
Oséias e o companheiro, Renan Correia Lemes, foram presos nesta quinta-feira (21) após uma investigação da Polícia Civil (PC) apontar que o casal cometia golpes em pessoas com estado de saúde terminal. Os dois foram encaminhados a Delegacia de Estelionato, entretanto, agora apenas Renan permanece detido.

Advogado argumenta suposta fraude

O advogado Jorge Fayad Nazário esclareceu ao Grupo RIC o argumento que utilizou para conseguir soltar um dos acusados de estelionato, em Curitiba. Fayad comentou que sua posição não é defender o crime, porém, precisa defender os direitos do criminoso.

“Propusemos um habeas corpus, demonstrando que a prisão teria sido feito de forma arbitrária, ilegal. Conseguimos mostrar para o desembargador todos os fatos que não estavam demonstrados, todo aquele arsenal de elementos de informação que foram divulgados. Nós temos que analisar o seguinte, eu não defendo crime, eu defendo direito do criminoso. Então se ele fosse culpado eu não viria aqui falar para você que ele era inocente. Eu iria defender na medida da culpabilidade dele”, comentou o advogado.

De acordo com o representante do suspeito, as provas apresentadas não comprovam os fatos. Fayad chegou a comentar que o suposto golpe de R$ 1 milhão teria ocorrido há poucos meses e a ostentação de viagens que as testemunhas apresentam, são de passeios antigos.

“Se você for analisar o inquérito policial como um todo, não tem muita coisa é mais prova oral, testemunhal, não existe nenhuma informação apontando crime algum. Toda fraude supostamente orquestrada, como a polícia está querendo dizer, foi feita embasada em um instrumento de procuração feita publicamente, por instrumento público, em um cartório renomado da cidade, com a presença de um oficial tabelião, agente do estado, porque não foi procuração privada. As duas pessoas compareceram ou o tabelião foi até eles, e ele mostrou de livre espontânea vontade, outorgou a procuração, para o Renan administrar seus bens. Então ele não pode pagar por situações pretéritas que ainda têm julgamento”, relata Fayad. 

Confira a entrevista completa com o Dr. Jorge Fayad Nazário (sócio fundador da JFN):

 

Entenda o caso – Casal suspeito de crimes contra idosos

Oséias de Jesus Batista e Renan Correia Lemes foram presos pela PC após serem acusados de cometerem crimes de estelionato. O casal de cabeleireiros assumia um relacionamento estável com pessoas em estado terminal e depois levava o dinheiro para curtir a vida juntos.

“Essas pessoas se aproximam de pessoas com uma saúde debilidade, aposentadas, sem herdeiros. E buscam ali tentar conseguir o reconhecimento de uma união estável inexistente, de forma fraudulenta. Formalizar essa união estável com comunhão universal de bens em cartório”, contou o delegado Guilherme Dias, da Delegacia de Estelionato.

Após se aproximar das vítimas e conseguir a oficialização da união, os suspeitos transferiam os bens para posse deles e aproveitavam para usufruir do dinheiro ostentando nas redes sociais.

Entre as vítimas do casal está um idoso de 75 anos. Após vizinhos anunciarem nas redes sociais que o homem estava precisando de ajuda de familiares, os suspeitos se apresentaram como parentes e levaram a vítima para uma casa de repouso. No local, de acordo com a investigação, os suspeitos ofereceram o dobro do valor da mensalidade para que funcionários não “incomodassem” os cabeleireiros.

Após conseguir a união estável com o idoso, os suspeitos transferiram um veículo e realizaram a venda, além disso venderam bens materiais da residência da vítima. Com o dinheiro, os cabeleireiros ostentaram nas redes sociais com viagens a Paris e Veneza, e ainda tinham um passeio a Madrid programado para janeiro. Ao todo o idoso perdeu aproximadamente R$ 1 milhão.

 

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